O Sonho e o Desejo

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O Sonho e o Desejo se esbarraram em um dos labirintos de meu pensamento.

Enquanto que o primeiro surgia com agia com calma, passivamente, o segundo era mais audacioso e urgente.

Ao mesmo tempo que o segundo era como a semente de um feijão normal, o primeiro era uma semente do pé de feijão de João.

Evidentemente para cortar o segundo, bastava puxar o ramo juntando o polegar com o indicador ou simplesmente dar um peteleco. Ao passo que o primeiro tinha uma raiz bem sólida, robusta e assim, era necessário um grupo de pessoas, quanto mais próximas, mais efetiva era a ação.

Em muitos casos, o sonho, inteligente e perspicaz como só ele, quando sentia-se ameaçado, escondia-se por um tempo e só voltava no momento em que era seguro.

O sonho é como se fosse a insônia, surge quando menos esperamos. É a insistência de um telemarketing em te ligar. É aquele amigo que some, mas de vez em quando reaparece. É carente e adora atenção.

A única coisa que ele não faz é desaparecer pela eternidade. Se isso acontecer, não era sonho e sim desejo.

O acaso

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Por ventura hoje eu descobri o motivo de gostar tanto de dia nublado.

De vez em quando ele chora e faz chover.

Noutros, ele mostra seu sorriso exuberante e embranquece o dia.

É dinâmico, oposto do tédio e excitante.

Em dias nublados, quando olho pro céu, vejo a minha alma, vejo quem sou no dia-a-dia.

Os dias de sol ou chuva são minhas versões hiperbólicas. Ora estou muito feliz, ora muito triste.

Sacred Week

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Vegas was the last place. Mobile call I can’t even remember. Recently we said a far an icy “Hi!” to each other. Still, today we are going to a trip together. It was my sister’s idea and I am looking forward to getting together with them.

My parents have divorced when I was fifteen and since them my mother have taken his father’s seat, so I started to talking with my mom every concern I had and my father became less important in my life. Now I used to think now I am an adult, he can’t teach me anything new or maybe it was my way of thinking to protect myself of our offish relationship.

However, newly I realize that a lot of great things have happened thanks to him and as a consequence, he is getting another seat. Whenever you hate your father, strive yourself for remembering some good facts that have happened thanks to your papa and love him again.

You guys have a great holiday and don’t forget the cause. Jesus died tomorrow and resurrected on Sunday. Be love!

 

Comfort Zone

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You must be aware about what is your Comfort Zone. You need to size them up and with all tools possible win that battle.

Sometimes it is needed to do something that almost pulls your heart out. Your body filled with adrenaline starts responding and your armpit, back, hands and feet begin to sweat.

No, it is not God saying that it is better for you to not follow this path. It’s your intuition’s fault. Our brain is trained to discharge adrenaline when a danger situation it’s happening, because we need to run with all strength and energy that we have.

When the energy isn’t used in that moment is where danger really is, because you could be very stressful and unload it in someone else, by yelling, fighting or killing, even yourself.

Overcoming comfort zone is not easy. You need to have a clearly conviction about your purpose. I am saying that you must see how stepping outside CF will help to succeed in your life and focus on that.

Sometimes like in my case, this conviction comes from inside and another in beliefs.

What are your excuses? I’ve normally thought that I could give up, because “things” are not important and won’t change my life. But actually I was avoiding them and in the end, of course, they were very important.

It is kind of funny when you think about this subject and realize that we always go on extreme when we are afraid. We use to distort the reality, transforming everything into terror movies, but the old trash ones. Yeah, our mind is incredible and really creative in these moments.

We all are human being and we all have these issues. Some can find strength and battle and others get paralyzed. I like to think if someone can do it, I can do it too! Have you ever thought about it?

And what if you like it? What if happen exactly the opposite of your horror movie?

“I promise that you will never know that you are capable of unless you try.” Sheryl Sandberg

PS1: I need to practice my english/essays skills, so i will be delighted if you correct any error of mine

PS2: I got the inspiration to write this essay when i was reading “Reach: A New Strategy to Help You Step Outside Your Comfort Zone, Rise to the Challenge and Build Confidence” by Andy Molansky

 

Aconteceu!

A falsa esperança

Após anos de corrupção e falta de uma gestão pública de qualidade, o Estado do Rio de Janeiro decretou falência. Diversos servidores receberão seus salários de outubro parcelado em sete vezes, além disso, também estão sem outros benefícios.

Na casa dos Da Silva…

  • Karla, eu já não sei o que fazer. A situação é bem grave. Meu nome tá no Serasa, a Light está prestes a cortar nossa luz e iremos para o terceiro mês de aluguel atrasado.

  • Eu falei que comprar uma casa ao invés de alugar, seria muito melhor!

  • Porra, você como sempre não ajuda em nada! Ao invés de ajudar com uma solução, pensa no problema! – Diz Amauri, saindo do quarto e fechando a porta com força.

Sua esposa vai atrás, segura o braço direito do marido, e diz:

  • Pra onde você vai?

  • Sair desse inferno!

  • Todo dia agora é isso! Por quê não me diz o que esta acontecendo, Amauri?

  • De novo? – Responde, soltando o braço da mão de Karla e batendo a porta na cara de sua mulher.

A cunhada

Thaysa pega o telefone e liga para a irmã de Amauri

– Cunhada! Tudo bem?

  • Não! Eu já não sei o que fazer. O seu irmão de uns tempos pra cá está muito mudado. Não sei o que houve e ele também não fala.

  • Vocês precisam viajar, tirar férias dos seus filhos.

  • É? E com que dinheiro? Estamos quase sendo expulsos de nossa casa!

No Bar

  • Mais uma dose, por favor.

Seu copo é preenchido pela quinta vez com uísque doze anos, sem gelo. Amauri bebe num único gole e desabafa: “A vida é mais perigosa que a morte”.

Levanta de seu banco, quase tropeça, e apoiando-se nas pessoas, caminha em direção ao toalete masculino. No banheiro, entra na cabine, saca o seu revolver, enfia o cano na boca e aberta o gatilho.

Aconteceu!

 

  • Onde você tá?

  • Na Saraiva, embaixo do IBMEC.

  • Com quem?

  • Ana, Flavia e Joana.

Ao desligar o telefone, Alice desabafa pras amigas:”Eu não aguento mais! Sempre é assim. Nem pergunta se estou bem e já sai fazendo essas perguntas”. Joana, sua melhor amiga, a conforta: “Conversa com ele. Expõe esses teus sentimentos e vê o que ele vai falar”.

Seu bem

  • Se eu faço essas perguntas é porque me importo!

  • Mas você nem questiona se estou bem…

  • Dependendo de onde e com quem você estiver, saberei se está bem ou não.

Quando Alice vai argumentar, é interpelada por Raimundo:

    • A propósito, pra onde você pensa que vai com essa minissaia?

    • Vou almoçar com mamãe. A saia não é curta, vai até o joelho.

    • Pode trocando de roupa! Mulher minha não pisa na rua assim!

A vizinha

Conta o fato anterior a vizinha, sua amiga há dez anos, e ouve:

    • Alice, isso é coisa de homem. Se você o ama, deve respeitar esse jeito do Raimundo e obedecer. Ele só está querendo seu bem.

A praia

      • ESTOU AQUI NA PRAIA HÁ MEIA HORA! CADE VOCÊ?

      • Estou no caminho, meu amor. Tive que pegar outro ônibus, o meu enguiçou.

      • ISSO É MENTIRA! VOCÊ ESTAVA É COM OUTRO!

      • Não fala uma coisa dessas, jamais faria isso com você

      • Quando você chegar aqui, vai aprender a nunca mais fazer isso comigo!

Alice tinha acabado de descer do ônibus, quando sente um aperto no seu bíceps. Era Raimundo:”Anda! Entra no carro!” e a empurra para dentro de seu C3. Bate a porta com força e ao entrar pelo lado do motorista, começa a agredi-la.

A volta

Chegando em casa, abre a porta com todo cuidado possível para não fazer barulho, porém sem sucesso. Sua mãe, d. Cleide, vem recebe-la para dar boa noite e se espanta:

  • Filha, o que houve com você? Por que esse olho machucado e braço roxo?

  • Não foi nada mamãe, foi uma cracuda. Veio pedir dinheiro e eu não dei. Esse Rio de Janeiro tá muito perigoso…

Na faculdade

Não queria ir estudar, por causa dos hematomas, mas como tinha prova de Direito Civil V, colocou um casaco e passou corretivo para esconder o olho roxo, deu um pouco certo, pois ao final da prova, nem Joana, sua melhor amiga e nem Flavia repararam. Apenas, Ana:

  • Alice, minha filha, o que houve com você?

Sem ganhar uma resposta, é repentinamente abraçada e começa a sentir lágrimas caírem em sua saboneteira.

    • Foi o Raimundo! Aquele babaca! – Diz, soluçando.

    • Você já foi na delegacia da mulher, dar queixa dele?

    • Ele me ameaçou, dizendo que se eu denunciasse a agressão, ele me mataria.

    • Mas isso não pode ficar assim! Você precisa fazer algo!

    • Não adianta, não vou na delegacia. A lei Maria da Penha não funciona no Brasil. São recorrentes os casos em que as mulheres registraram diversas ocorrências policiais contra ex parceiros, mas nada é feito. As medidas protetoras, que incluem distância mínima entre agressor e vítima, não funcionam. As casas de acolhimento não existem em número suficiente, e a mulher agredida não tem para onde ir, sendo obrigada a permanecer junto ao agressor ou procurar a família, cujo endereço o parceiro conhece bem.

A perseguição

Alice tomou coragem e terminou por telefone seu namoro com Raimundo. Porém, todo dia ao ir para faculdade, sentia que era observada em todo o percurso e sempre que olhava, via aquele sujeito em seu carro. Repleta de medo e as vezes, traída pelo seu cérebro, começa a ver o agressor em todo lugar e a todo instante. A maioria das vezes, ele realmente estava lá, mas já não sabia diferenciar a realidade da ilusão.

A redenção

Um dia, no jantar com sua mãe, começou a chorar copiosamente e contou o que havia se passado. Sua mãe então propôs: “Vamos mudar de cidade”.

Dois anos haviam se passado, mas de nada adiantou. Alice continuava notando o Raimundo em toda esquina, mas ninguém acreditava nela. Tinha se passado muito tempo e diziam que o agressor nem lembrava mais dela. Porém, Alice não conseguia se esquecer daquela frase dita pelo violentador: “Se você não for minha, não será de mais ninguém.”

Num belo dia, d. Cleide recebe uma ligação:

  • Boa tarde, d. Cleide?

  • Pois não?

  • Venha urgente para a faculdade!

Ao entrar na sala, encontrou no chão a bolsa e o sapato de Alice, uma cadeira caída e sua filha, pendurada, por uma corda, no ventilador. Um bilhete no chão dizia: “Não tenho mania de perseguição!”