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ps: Ainda não sei escrever crônica e mal sei português, portando este é um rascunho que será muito editado no futuro.
Aproveitando o radiante sol da manhã (quase tarde) fui caminhar com a Franciane. Na volta paramos num quiosque para assistir ao jogo do Heptacampeão. Fui comprar uma água de coco e quando volto me deparo com um cidadão no lugar que eu estava. Era o João (nome fictício), catador de latinha, devia ter uns 35 anos, 1,75, negro e com pés descalços, cheios de areia.
João quando me viu, pediu desculpas e perguntou se ele estava me atrapalhando.
Respondi – lógico que não.
Aos poucos do segundo tempo, Felipe Videus sofreu pênalti do Bruno Alves e em seguida, nosso ídolo, número 35 (em referência a idade de seus filhos Matteo e Davi), Diego, marcou o gol.
Em seguida, o Arão deixou Felipe Videus (sempre ele) com uma chance inacreditável e, lembrando a mim quando jogava pelada, perdeu aquele gol de cara. João ficou enlouquecido e falou uns palavrões. Em seguida, pediu desculpas pra Franciane e para mim por ter se exaltado com as palavras.
– Fiquei sem resposta e só balancei a cabeça em forma de ok.
Aos tantos do segundo tempo, João, felicíssimo com o aparente triunfo, virou para mim e disse:
– Agora vou poder catar minhas latinhas tranquilo com essa vitória, e se despediu.
Vitória do Flamengo por 2×0 e vitória para mim por ter conhecido, mesmo que breve, João. Aquele que é mais educado que eu e 99,99% da população brasileira e aquele que será lembrado como um exemplo de que futebol não é apenas um jogo.

 

Igor Venâncio

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