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Amigos, espero ajudá-los com essas 23 #tipsforwritting do Stephen King. O livro é repleto de dicas sobre a escrita, mas eu separei só as que me chamaram mais atenção. Se quiser complementa-las, fique a vontade e comente!

  1. “Eu trabalho ouvindo música alta – adoro bandas de hard rock como AC/DC, Guns n’ Roses e Metallica –, pois, para mim, é mais uma maneira de fechar a porta. Quando escreve, você quer se afastar do mundo, não é? Claro que quer. Onde você escreve, está criando seus próprios mundos”
  2. “O cronograma – entrar mais ou menos na mesma hora todos os dias, sair quando as mil palavras estiverem no papel ou no computador – existe para que você se habitue e se prepare para sonhar, exatamente como se prepara para dormir, ao ir para cama mais ou menos no mesmo horário todas as noites e seguir sempre o mesmo ritual”
  3. “O enredo é, penso eu, o último recurso do bom escritor e a primeira escolha do idiota. A história advinda do enredo está propensa a ser artificial e dura”
  4. “Eu me apoio mais na intuição, e consigo fazer isso porque meus livros se baseiam em situações mais do que em histórias”
  5. “Gosto de colocar um grupo de personagens (talvez um par, talvez só um) em algum tipo de situação desagradável e vê-los tentando se libertar”
  6. “Meu trabalho é ajudá-los a encontrar uma saída, ou manipulá-los para que fiquem a salvo, mas sim acompanhar o que acontece e depois colocar no papel”
  7. “A situação vem primeiro. Os personagens – sempre rasos e sem características, no início – vem depois. Quando essas coisas se fixam em minha mente, começa a narrar. Geralmente tenho uma ideia do possível final, mas nunca pedi a um grupo de personagens que fizessem as coisas do meu jeito. Pelo contrário, quero que façam as coisas do jeito deles. Algumas vezes, o final é o que visualizei. Na maioria dos casos, porém, é algo que eu jamais esperava. Para um autor de suspense, isso é algo fantástico. Não sou, no fim das contas, apenas o criador do romance, sou também o primeiro leitor. E se eu não sou capaz de adivinhar com exatidão como a situação vai se desenrolar, mesmo com meu conhecimento antecipado dos eventos, tenho certeza de que consigo manter o leitor em um estado de leitura ansiosa. E porque se preocupar com o final? Para que ser tão controlador? Mais cedo ou mais tarde, todas as histórias chegam a algum lugar”
  8. “Uma situação suficientemente robusta torna toda a questão do enredo irrelevante, o que acho ótimo. Geralmente, as situações mais interessantes podem se expressas como uma pergunta do tipo ‘e se’:
  9. E se vampiros invadissem uma pequena cidade de Nova Inglaterra? (Salem)
  10. E se um policial em uma cidade remota de Nevada fosse possuído e começasse a matar quem aparecesse pela frente? (Desespero)
  11. “A leitura vai ajudar você a saber quanto, e só resmas e resmas de escrita vão ajudar a saber como. Você só vai aprender fazendo”
  12. “Prefiro deixar o leitor fornecer o rosto, a compleição física e também as roupas. Se eu descrever a minha, vou congelar a sua, e assim perco um pouco da identificação tua que quero forjar”
  13. “Ele correu ‘como louco’, ela era linda ‘como um dia de verão’ … não me faça perder meu tempo (ou o de qualquer um) com coisas tão manjadas. Isso faz com que você pareça preguiçoso ou ignorante. Nenhuma dessas descrições vai fazer bem a sua reputação como escritor.”
  14. “Uma das principais regras da boa ficção é nunca dizer algo que você pode, em vez disso, nos mostrar”
  15. “O problema seria querer ser escritor sem querer ser sincero”
  16. “Se, eu conseguir mostrar uma mulher calada, de cabelos sujos, que come bolos e doces compulsivamente, e você chegar à conclusão de que Annie está no momento de depressão, eu ganho. Agora, se eu tiver que falar ‘Annie estava deprimida e talvez até com tendências suicidas naquele dia, eu perco”
  17. “E se eu conseguir, mesmo que apenas por um momento, fazer você enxergar o mundo pelos olhos dela – entender sua loucura –, talvez também consiga fazer da Annie alguém com quem você simpatize ou mesmo se identifique. O resultado? Ela se torna mais assustadora do que nunca, porque parece mais real. Se, por outro lado, eu a transformar em uma velhota enrugada e escandalosa, ela se tornará mais uma das mulheres malvadas que se veem por aí nos livros. Nesse caso, eu perco feio e o leitor também”
  18. “Experimente qualquer coisa que quiser, não importa se parece normal demais ou ultrajante demais. Se funcionar, ótimo. Se não, jogue fora. Jogue fora mesmo que você adore”
  19. “Sir Arthur Quille Couch disse uma vez: ‘Matem seus queridinhos’. EE ele estava certo.Ps: George R R Martin deve ter ouvido esse conselho também!
  20. “Quando penso em ritmo, costumo recorrer a Elmore Leonardo, que o explicou perfeitamente ao dizer que apenas tirava as partes chatas”
  21. “Uso a fórmula: 2ª versão = 1ª versão – 10%. Boa sorte”
  22. “Quero encerrar este pequeno sermão com um aviso: Começa com as questões e as preocupações temáticas é receita certa para má ficção. A boa ficção sempre começa com a história e progride até chegar o tema, ela quase nunca começa com tema e progride até chegar a história…
  23. “Uma vez que sua história esteja no papel, porém, é preciso pensar no que ela significa e enriquecer as versões posteriores com suas conclusões. Fazer menos que isso é privar seu trabalho da visão que faz de cada história que você escreve única”.
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