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A falsa esperança

Após anos de corrupção e falta de uma gestão pública de qualidade, o Estado do Rio de Janeiro decretou falência. Diversos servidores receberão seus salários de outubro parcelado em sete vezes, além disso, também estão sem outros benefícios.

Na casa dos Da Silva…

  • Karla, eu já não sei o que fazer. A situação é bem grave. Meu nome tá no Serasa, a Light está prestes a cortar nossa luz e iremos para o terceiro mês de aluguel atrasado.

  • Eu falei que comprar uma casa ao invés de alugar, seria muito melhor!

  • Porra, você como sempre não ajuda em nada! Ao invés de ajudar com uma solução, pensa no problema! – Diz Amauri, saindo do quarto e fechando a porta com força.

Sua esposa vai atrás, segura o braço direito do marido, e diz:

  • Pra onde você vai?

  • Sair desse inferno!

  • Todo dia agora é isso! Por quê não me diz o que esta acontecendo, Amauri?

  • De novo? – Responde, soltando o braço da mão de Karla e batendo a porta na cara de sua mulher.

A cunhada

Thaysa pega o telefone e liga para a irmã de Amauri

– Cunhada! Tudo bem?

  • Não! Eu já não sei o que fazer. O seu irmão de uns tempos pra cá está muito mudado. Não sei o que houve e ele também não fala.

  • Vocês precisam viajar, tirar férias dos seus filhos.

  • É? E com que dinheiro? Estamos quase sendo expulsos de nossa casa!

No Bar

  • Mais uma dose, por favor.

Seu copo é preenchido pela quinta vez com uísque doze anos, sem gelo. Amauri bebe num único gole e desabafa: “A vida é mais perigosa que a morte”.

Levanta de seu banco, quase tropeça, e apoiando-se nas pessoas, caminha em direção ao toalete masculino. No banheiro, entra na cabine, saca o seu revolver, enfia o cano na boca e aberta o gatilho.

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