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O Sonho e o Desejo se esbarraram em um dos labirintos de meu pensamento.

Enquanto que o primeiro surgia com agia com calma, passivamente, o segundo era mais audacioso e urgente.

Ao mesmo tempo que o segundo era como a semente de um feijão normal, o primeiro era uma semente do pé de feijão de João.

Evidentemente para cortar o segundo, bastava puxar o ramo juntando o polegar com o indicador ou simplesmente dar um peteleco. Ao passo que o primeiro tinha uma raiz bem sólida, robusta e assim, era necessário um grupo de pessoas, quanto mais próximas, mais efetiva era a ação.

Em muitos casos, o sonho, inteligente e perspicaz como só ele, quando sentia-se ameaçado, escondia-se por um tempo e só voltava no momento em que era seguro.

O sonho é como se fosse a insônia, surge quando menos esperamos. É a insistência de um telemarketing em te ligar. É aquele amigo que some, mas de vez em quando reaparece. É carente e adora atenção.

A única coisa que ele não faz é desaparecer pela eternidade. Se isso acontecer, não era sonho e sim desejo.

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